A pergunta mais antiga do futebol brasileiro voltou: quanto tempo até
um armador virar exportação europeia? Este ano, a resposta tem 21 anos
e joga no meio de campo de um dos grandes do Sul. Nos treinos, o modo
como conduz a bola conta mais do que os 1.400 minutos que somou na
temporada passada.
Os números são curtos: em vinte jogos, sete assistências e três gols.
Mas o número que importa é onde a bola sai depois que chega nele — a
proporção de passes para a entrada da área é uma das cinco maiores
do campeonato. Ou seja, quando a bola chega, a jogada começa.
Até o fim da temporada uma proposta europeia é certa. A pergunta
clássica — fica ou vai? A resposta clássica: uma temporada a mais,
depois se resolve. Anos em que a resposta clássica não vale existem
também.